O Município de Idanha-a-Nova integra, no programa da XXVI Feira Raiana, uma área, localizada na tenda do recinto, inteiramente dedicada à Rede Portuguesa das Cidades Criativas da UNESCO. Este espaço partilhado constitui uma oportunidade para o público conhecer o conceito e os projetos de desenvolvimento local assentes na cultura, na criatividade e na sustentabilidade que unem as onze cidades nacionais que integram esta rede global.
A Rede de Cidades Criativas da UNESCO foi criada para promover a cooperação entre municípios que identificam a criatividade como um fator estratégico de desenvolvimento urbano sustentável. A plataforma serve para facilitar a partilha de boas práticas, dinamizar o turismo cultural, incentivar a inovação e criar parcerias internacionais, integrando a cultura nos planos económicos e sociais de cada território.
Em Portugal, a Rede de Cidades Criativas da UNESCO é atualmente composta por onze municípios que se destacam em cinco domínios de referência. O percurso português nesta rede global teve início em 2015, ano em que Idanha-a-Nova foi integrada na categoria da Música e Óbidos na Literatura. Dois anos mais tarde, em 2017, verificou-se uma expansão com a entrada de mais três membros. Amarante reforçou a vertente da Música, Barcelos assumiu o protagonismo no Artesanato e Artes Populares, e Braga posicionou-se na vanguarda das Media Arts.
O crescimento da rede continuou em 2019 através da integração de Caldas da Rainha, que se distinguiu também no Artesanato e Artes Populares, e de Leiria, que se juntou ao grupo dedicado à Música. Em 2021, o mapa criativo nacional diversificou-se ainda mais com a chegada da Covilhã no domínio do Design e de Santa Maria da Feira na área da Gastronomia. Mais recentemente, em 2023, Castelo Branco e Matosinhos consolidaram a posição portuguesa nas categorias de Artesanato e Artes Populares e Gastronomia, respetivamente.
A presença conjunta destes municípios na XXVI Feira Raiana evidencia o compromisso de Idanha-a-Nova e do coletivo das Cidades Criativas UNESCO portuguesas, com o trabalho em rede e com o papel essencial da cultura e criatividade no território português. O espaço oferece aos visitantes um breve apontamento acerca da diversidade cultural e do potencial do país em áreas de referência global, num convite à descoberta de uma vertente de intervenção que merece ser melhor conhecida de todos.
A Feira Raiana transforma-se, assim, no palco de uma simbiose única onde as diferentes formas de expressão artística se interligam e potenciam mutuamente. No artesanato e no design, testemunha-se o cruzamento perfeito entre a tradição e a modernidade através do diálogo entre as peças identitárias de Barcelos, Caldas da Rainha, Castelo Branco e a contemporaneidade da Covilhã. A esta componente visual junta-se uma experiência auditiva envolvente com uma playlist que funde as identidades musicais de Idanha-a-Nova, Amarante e Leiria com a riqueza da expressão oral e performativa da literatura de Óbidos. Esta atmosfera é ampliada pela transversalidade tecnológica das media arts de Braga, que serve de cenário dinâmico para uma verdadeira viagem sensorial completada pela experiência gastronómica das degustações propostas por Santa Maria da Feira e Matosinhos.