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Exposição de artes decorativas

Por Salete Crespo

De 8 de abril a 11 de setembro de 2022
Forum Cultural de Idanha-a-Nova
 
Ficha Técnica:
Organização: Câmara Municipal de Idanha-a-Nova
Coordenador Executivo: António Silveira Catana
Propriedade das Obras de Arte: Salete Crespo
Texto: António Silveira Catana
Museografia: Alexandre Gaspar
Design Gráfico: Nuno Capelo
Fotografias: Alexandre Gaspar
Assistentes de produção: Catarina Mendonça
Impressão: Sersilito                   
Segurança: Securitas
Morada:
R. de São Pedro n.º 31; Idanha-a-Nova
Contactos:
Tel.: +351 277 208 029
Email.: forumculturalidn@gmail.com
Horários:
De segunda a domingo e feriados: 9h00-13h00 | 14h00-17h00
Encerra no Dia de Páscoa e no Feriado Muncipal
Sobre a exposição:
Está patente ao público, no Forum Cultural de Idanha-a-Nova, situado no centro histórico da Vila, uma Exposição de Artes Decorativas da autoria de Salete Crespo, uma idanhense de reconhecido amor às suas raízes, residente, há 53 anos, em Alter do Chão, no Alentejo.  
Maria Salete de Sousa Roseiro Crespo, dotada de fina sensibilidade artística, foi preenchendo os seus tempos livres, desde a criação de ambos os filhos, no domínio do artesanato, da pintura e recuperação de peças de arte antigas.
A artesã, graças ao seu espírito criativo e fértil imaginação surpreende-nos com artísticos registos que ornamentam imagens religiosas ou pagelas de santos e santas. Estes registos, em tempos não muito distantes, decoravam, em especial, o átrio de entrada e quartos de dormir das casas das famílias abastadas. A tal tipo de registos, também é dado o nome de lâminas, no Alentejo.
A sua veia artística está também imanente nos xarões, artísticas bandejas pintadas com motivos alegres e que também eram pertença de casas abastadas. N se brindavam os convidados com bolos em dias festivos e de aniversário. Os xarões evocam tempos passados em que os Provedores da Santa Casa da Misericórdia de Idanha-a-Nova mandavam servir nestes, em tamanho grande, borrachões, bolos de leite, biscoitos e esquecidos, acompanhados de jeropiga e licores caseiros, à Irmandade da Santa Casa, na Igreja da Misericórdia, após a procissão da Ressurreição e da Missa.
Na Exposição podem admirar-se pinturas a óleo, sobre tela ou madeira, destacando-se sobremaneira a primorosa sensibilidade que a artesã empresta às flores.
Na pirogravura, simples ou policromada, sobre madeira, couro ou veludo, alia à arte a beleza de encantadores motivos de grande efeito estético.
No seu campo de actividades de natureza artística, há ainda que destacar a sua paixão pelos arranjos florais, os quais sabe valorizar com o seu toque de bom gosto.
Todos os trabalhos expostos são expressão artística, sendo alguns memórias de vivências passadas e do poder criativo da imaginação humana.
Salete Crespo frequentou a Escola Primária e o ex-Colégio Egitaniense na Vila de Idanha-a-Nova. Está radicada em Alter do Chão há precisamente 53 anos. Embora ausente do torrão natal, a sua inabalável devoção a Nossa Senhora do Almurtão toca-lhe no coração sempre que se avizinha a romaria em Sua honra. Anualmente, participa na Missa Campal e, após a procissão, como dona também de reconhecidos dotes na arte culinária, gosta de estender à sombra de uma das azinheiras a sua deliciosa merenda para regalo dos seus familiares mais próximos e amigos.
 A sua fina sensibilidade autodidacta para a arte conjuntamente com a sua natural apetência em frequentar diversos cursos de aperfeiçoamento moldaram-lhe o sentir e o espírito criativo bem característico de uma distinta artesã. 
Durante sete anos, foi monitora dos cursos básicos do ensino recorrente. Actualmente, dá aulas particulares, ensinando as várias técnicas de que é conhecedora.
Expôs na mostra artesanal na fronteira dos Galegos, durante a Expo 98, que coincidiu com as comemorações dos 250 anos da Coudelaria de Alter.
Participou ainda no Circuito Cultural Transfronteiriço – 2005 expondo em Montemor-o-Novo, Sousel, Alter do Chão, Monforte, Almoharin, Miajadas, Mérida e Villanueva del Fresno.
Na Galeria Municipal da Vila de Monforte apresentou pela primeira vez, os seus trabalhos, a nível individual, aquando da Exposição de Natal de 2005.
Com o acordo transfronteiriço entre La Raya e o Município de Idanha-a-Nova expôs os seus trabalhos em Espanha.
As peças da sua autoria têm estado em mostras, certames e feiras de artesanato de Norte a Sul do País em colaboração com a Região de Turismo do Norte Alentejano.
Texto de: António Silveira Catana

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